São 365 dias, 365 noites. Uma vida inteira num ano. Mas se a intenção inicial for ficar carente, qual é a época mais propícia para isso?
É, o inverno, ah o inverno! Aquela parte do ano que os dias passam mais rápido e a noite predomina. Aquela parte do ano que inconscientemente começamos a refletir sobre a nossa vida.
Tudo tende a ficar melhor, mais bonito, mais interessante de se viver nessa época, se não vivemos isso sozinho. Aí, o dia que era curto, começa a passar arrastado, não temos mais vontade de sair daquele nosso espaço preenchido a dois. Vontade gêmea de morrer de amor. Qualquer beijo atrás da orelha, já provoca um arrepio, que logo é seguido por sensações que só o inverno pode nos proporcionar. E de repente, ora, onde foi mesmo parar o frio?
E quando estamos sozinhos? Quando não há ninguém para servir de “cobertor de orelha”? Para algumas pessoas, um livro, um violão, um vinho, um chocolate quente, resolve. Mas já outras, deixam de aproveitar à beleza dessa estação, os dias mais frios, as pessoas que ficam mais bonitas, as noites que ficam melhores de se dormir, diferente daquele calor infernal que atravessamos nos meses de verão. Deixam de aproveitar porque simplesmente, não conseguem serem felizes sozinhas.
É, é mesmo a época da carência.
Mas o tempo passa, independente de como foi esse inverno, sozinha ou não, o tempo passa, depois vem a primavera, o verão, o outono, e principalmente, outro inverno. E depois vem outro, e outro, existem mais uns 50 invernos para fazermos diferente, realizarmos nossos desejos e proezas. E viva a estação dos amores.
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